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2017 em palavras: confira as palavras do ano escolhidas por grandes dicionários

É comum dicionários de língua inglesa escolherem a “palavra do ano”, ou seja, uma palavra amplamente utilizada no cotidiano e que se torna um novo verbete dicionarizado. Em novembro deste ano, o Collins English Dictionary foi o primeiro grande dicionário de língua inglesa a se manifestar sobre sua escolha de 2017. Na ocasião, “fake news” (“notícias falsas”, em português) foi o termo eleito. Amplamente usada por Donald Trump durante sua campanha presidencial, a palavra foi definida como “uma informação falsa, muitas vezes sensacionalista, divulgada com aparência de notícia” (em tradução livre).

Mais dois grandes dicionários divulgaram suas escolhas de palavra do ano recentemente: o Merriam-Webster e o Oxford. Um dos mais celebrados deles, o Oxford Dictionary, elegeu o termo “youthquake”, que faz referência à movimentação política promovida por jovens, reconhecendo o poder da geração millennial. O termo significa “uma mudança cultural, política ou social significante provocada pelas ações ou influência de pessoas jovens”, fazendo alusão à palavra “earthquake”, ou seja, “terremoto”. Especialistas em léxico de Oxford afirmaram que o uso do termo quintuplicou entre 2016 e 2017.

Já o dicionário Merriam-Webster, dos Estados Unidos, elegeu “feminismo” como a palavra do ano. Os picos de busca pela palavra em 2017 coincidiram com reportagens e eventos importantes, de acordo com a editora. O primeiro ocorreu com a marcha das mulheres em janeiro, quando milhões foram às ruas em Washington contra Donald Trump. Atualmente, o dicionário define feminismo como “a teoria da igualdade política, econômica e social entre sexos” e também como “atividade organizada em prol dos direitos e interesses das mulheres”.

Entretanto, diferente do que geralmente acontecia nos anos anteriores, tanto a palavra escolhida pelo Oxford quanto a eleita pelo Merriam-Webster não foram incluídas nos dicionários pois já existiam no léxico. “Youthquake”, por exemplo, foi cunhado nos anos 1960 por Diana Vreeland, então diretora da revista Vogue, para descrever fenômenos que aconteciam na moda e nos costumes britânicos.

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